Cogito, ergo scribo
Penso, logo escrevo.
20/04/2012
Mas eis porém que de repente a realidade parece sonho (naqueles momentos em que a sequência corta de forma tão abrupta que você sabe que está sonhando). E daí você acorda, pousando em outro lugar, e se pergunta como saber até que ponto aquilo tudo realmente aconteceu. E se aquela sequência (que podia ser de um filme do Buñue) for de verdade?
02/07/2011
Paz-ciência
Há anos atrás "viajei" na paciência e a necessidade de ter ciência-conhecimento da paz (para alcançá-la). Até aí nenhuma novidade. Minhas viagens linguísticas são constantes.
Mas hoje, lembrando disso, é como se a ficha pudesse cair mais "redonda".
Esperar, aguardar, não planejar, não programar... pacientemente. Por mais difícil que seja, internalizar a paz. Confesso, nada fácil. Quando a incerteza é grande, a ansiedade vai tomando de assalto. Aí pára tudo, respira, pensa na paz. Na única certeza possível, que tudo vai dar certo. Mesmo que eu não saiba como, nem quando.
A marca da sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta. (Richard Bach)
Mas hoje, lembrando disso, é como se a ficha pudesse cair mais "redonda".
Esperar, aguardar, não planejar, não programar... pacientemente. Por mais difícil que seja, internalizar a paz. Confesso, nada fácil. Quando a incerteza é grande, a ansiedade vai tomando de assalto. Aí pára tudo, respira, pensa na paz. Na única certeza possível, que tudo vai dar certo. Mesmo que eu não saiba como, nem quando.
A marca da sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta. (Richard Bach)
17/06/2011
Penso, logo escrevo na bici ; )

Ando pensando, logo escrevendo por outras bandas... pedalando, logo fazendo o relato da Bicicletada! =)
O Rodrigo Primo usou o meu relato da bicicletada de maio com as fotos dele para fazer um post no site dele, o rodrigo.utopia.org.br
Pra quem quiser saber mais do que é a Bicicletada, recomendo bicicletada.org
06/01/2011
Ad astra et ultra
E mais um ano começa. Sonhos, vontades, desejos. Felicidade como objetivo maior. Uma vida plena (e portanto com dias de sol e "chuva quando precisa" como diz o Caiero). Quero viajar, aprofundar (pra fora e pra dentro), trabalhar amando o que faço, estudar pelo prazer de conhecer, amar pela entrega e exercício que é - aprender sobre mim, aprender sobre o outro, aprender a conjugar estas "saudações de duas solidões" como ensina o Rilke que é o amor, aprender a ser verdadeiramente livre como me ensinam hoje que é amar; amar a Deus em todas as coisas, espalhar sorrisos, multiplicar abraços. Sim, pro$perar, emagrecer e permanecer namorando como qualquer jovem ocidental, mas com a leveza de quem sabe que
"o futuro permanece firme, meu caro senhor Kappus, mas nós nos movemos no espaço infinito" (Rilke)
13/12/2010
01/09/2010
Magis experiendo quam discendo cognoscitur*
experiência (eis)
(latim experientia, -ae, ensaio, prova, tentativa)
1. Ato de experimentar.
2. Ensaio.
3. Tentativa.
4. Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação.
homem de experiência: homem conhecedor das coisas da vida.
Trabalhando em uma nova função, em novas exposições, novos desafios...
*Mais se sabe por experiência que por aprender
(latim experientia, -ae, ensaio, prova, tentativa)
1. Ato de experimentar.
2. Ensaio.
3. Tentativa.
4. Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação.
homem de experiência: homem conhecedor das coisas da vida.
Trabalhando em uma nova função, em novas exposições, novos desafios...
*Mais se sabe por experiência que por aprender
23/01/2010
Acho que já deve ter uns meses que eu reencontrei a primeira obra de arte que mudou a minha vida. Sem exageros, consigo perceber que no momento que eu a vi no Masp em meados de 1998 (na primeira vez que eu viajava para uma grande cidade, sem nem sonhar na possibilidade de um dia morar no Rio), algumas coisa se alterou dentro de mim e no meu modo de ver a vida. Hoje até tenho umas implicâncias inexplicáveis com o artista que a pintou, mas estou consciente que o contato com essa obra pode ter sido fundamental pra hoje eu ser museóloga, educadora em museus e (em breve) pedagoga. Talvez tenha me ensinado que arte nem sempre é pra ser (só) bonita, e que museu não é pra fingir cara de entendido. Sei lá. Só sei que tem coisas que acontecem na nossa vida e que a transformam, e talvez seja isso que eu tente provocar no meu trabalho todos os dias.

Homem com chapéu de palha e sorvete de casquinha - Pablo Picasso

Homem com chapéu de palha e sorvete de casquinha - Pablo Picasso
02/10/2009
Bienal do Mercosul

Vim pra trabalhar em Porto Alegre... terminar o curso de formação de mediadores da Bienal e mediar o Absurdo.
Antes da Bienal rola a Pré-Bienal... uma série de palestras, oficinas, exibição de filmes... e que já está valendo muito!
Essa semana participei da oficina Ex-tensões do corpo ministrada pela Carla Borba e que, pra mim, funcionou como um aquecimento pra hj... a Oficina de Performance com o João de Ricardo foi surpreendente.
Cheguei meio indisposta e fui sendo conquistada. Começamos por uma massagem nos pés(!), fizemos outros exercícios de re-conhecimento do nosso corpo, exercícios de relação com o espaço... e depois de um processo aleatório coletivo fomos pra rua exercitar performance art do lado de fora da sala. A foto que ilustra este post me mostra (se não me engano) cantarolando durante 26 segundos na Andradas, também conhecida como Rua da Praia. Também girei, gritei, deitei no chão, bati palmas, contei em voz alta e várias outras ações durante variados segundos. Ações e tempos que foram "sorte-ados", entre mim e meus companheiros de atividade. Eramos uns 11. Depois das ações nos "acoplamos" como nomeia o João e assim fomos andando até uma entrada triunfal no Santander Cultural (casa dessas loucuras) com direito a ópera e tudo. Continuamos nossa ação no grande hall, que só pelo nome é possível perceber a imponência, até subirmos para nossa salinha de origem. Lá fomos convidados a desenhar aquilo tudo que haviamos experienciado. Desenhei (se o João digitalizar como prometeu até coloco aqui pq gostei do que fiz...)e cheguei a rir sozinha quando ele pediu para darmos um nome: práxis, claro. O conceito que eu persegui e me perseguiu na monografia. A ação que alimenta a reflexão que alimenta a ação... tudo junto ao mesmo tempo e agora.
Tô com saudade de pessoas lindas que eu amo muito, saudades de casa. Mas hoje, naqueles segundos em plena Rua da Praia, valeu a pena estar aqui.
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